:: NOTÍCIAS DO DIA:27/04/2005

:: Companhia Libra de Navegação deve movimentar 20% a mais de carga em 2005
:: Acordo prevê compra de navio por 300 milhões de euros
:: Top Tankers assina contrato para construir petroleiros
:: Transporte perde um terço do orçamento
:: Incentivos para a indústria naval
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Companhia Libra de Navegação deve movimentar 20% a mais de carga em 2005

A Companhia Libra de Navegação deve ter crescimento de 20% no volume de mercadorias movimentado este ano, atendendo, principalmente, à demanda crescente do Brasil e da Costa Leste da América do Sul.

"A expectativa para 2005 é bastante favorável. O Brasil continua tendo superávit consecutivo na balança comercial e mostrando solidez nas bases da economia", disse o gerente de marketing da empresa, Alexandre Claudino, em entrevista ao NetMarinha, acrescentando que a Libra segue o rumo do País.

Entre os novos projetos para 2005 está a rota para Patagônia, com escala nos portos de Puerto Madryn, Puerto Deseado e Ushuaia. "Funcionará como feeder para os serviços da Costa Leste dos Estados Unidos, Golfo do México e Norte da Europa", explicou Claudino.

O executivo acrescentou que a Libra Navegação terá "um salto qualitativo no serviço da Europa", garantido escalas fixas e uma melhor rotação dos portos para atender melhor aos clientes. "Haverá nova configuração do Norte da Europa, com seis navios, escalas semanais e dias fixos. Adicionamos recentemente no serviço US Gulf uma escala em San Juan de Porto Rico", completou, e ressaltou que a empresa espera uma grande oferta de espaço no serviço da Costa Leste dos Estados Unidos.

A Companhia Libra de Navegação tem, hoje, em torno de 400 funcionários espalhados nos principais portos e centros econômicos do Brasil. Sua carteira de clientes é formada, principalmente, por empresas voltadas ao comércio exterior focados em carga em contêiner.

As principais rotas são para a Costa Leste da América do Sul para Costa Oeste da América do Sul (Conosur), Costa Leste da América do Sul para Costa Leste dos Estados Unidos (Usatlan), Costa Leste da América do Sul para Golfo do México (Usgulf), Costa Leste da América do Sul para Mediterrâneo (Sirius), Costa Leste da América do Sul para Norte da Europa (Euroatlan) e Patagônia.

Fonte: Net Marinha



Acordo prevê compra de navio por 300 milhões de euros

Lançado pela Aker Finnyards em dezembro do ano passado, o maior navio de cruzeiros com estacionamento para carros do mundo, o M/S Color Fantasy, poderá ganhar um irmão em breve. É que foi assinado, em março, um acordo entre as armadoras Color Line AS e Aker Yards, o qual prevê a encomenda de uma embarcação igual ao Fantasy por aproximadamente 300 milhões de euros. O novo navio deverá ser lançado somente no final de 2007.

Fonte: A Tribuna de Santos



Top Tankers assina contrato para construir petroleiros

A construtora de navios Top Tankers Inc. anunciou na última semana a assinatura de um novo contrato para a fabricação de 12 novos petroleiros. Para construir as embarcações, a empresa espera utilizar 76% dos dias de trabalho em 2005, e 78% no próximo ano. Enquanto isso, cinco dos 14 navios Handymaxes da empresa atuarão no mercado.

Fonte: A Tribuna de Santos



Transporte perde um terço do orçamento

O Ministério dos Transportes acaba de sofrer um corte de quase um terço de seu orçamento para 2005, que passou de R$ 6,5 bilhões previstos para R$ 4,2 bilhões. Do total, só R$ 3,8 bilhões serão alocados em infra-estrutura.

Com o corte, os gastos para as áreas de transporte rodoviário, portuário e ferroviário voltarão ao mesmo patamar de 1999, quando o Brasil exportava e importava apenas 55% da corrente de comércio atual.

Entidades empresariais e do setor de transporte afirmam que as reduções devem afetar principalmente os corredores que envolvem estradas, ferrovias e portos destinados à exportação. No ministério, são dados como certos cortes em portos e rodovias.

Segundo dados obtidos pela Folha, dos R$ 3,8 bilhões previstos, estão garantidos mesmo só R$ 2,6 bilhões em investimentos acertados no projeto-piloto entre o Brasil e o FMI (Fundo Monetário Internacional) para a área de infra-estrutura. Desse total, R$ 978 milhões já foram liberados.

Relatório do Conselho de Infra-Estrutura da CNI (Confederação Nacional da Indústria) recém-finalizado e com perspectivas para 2005 afirma que, de todas as áreas, incluindo energia e saneamento, transportes é a mais carente de intervenções imediatas.

No ministério, a expectativa é que as PPPs (Parceria Público-Privadas) possam suprir neste ano a demanda que o setor público não puder atender. Para a CNI, as PPPs serão lentas e não imediatamente disseminadas.

O exemplo do México, estudado pela entidade, mostrou que o país demorou anos para finalizar apenas três projetos do tipo.

- É uma fantasia do governo dizer que 2005 será o ano da infra-estrutura no Brasil. A realidade mostra investimentos à míngua, planos de concessão de estradas adiados por mais de um ano e incapacidade geral para privilegiar os corredores de exportação, - afirma José de Freitas Mascarenhas, diretor da CNI.

Segundo cálculos da Anut (Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Cargas), os custos dos fretes rodoviários e ferroviários dobraram nos últimos 12 meses por causa da maior demanda para o comércio exterior e da oferta insuficiente de vias e equipamentos para o setor.

- Hoje, comemora-se uma perda de 11 milhões de toneladas na safra agrícola para evitar um estrangulamento nos transportes, - afirma José Ribamar Miranda Dias, vice-presidente da Anut.

A entidade estima que nos próximos três anos haverá um aumento de mais de 80 milhões de toneladas (sobre as atuais 276 milhões) na necessidade de transporte de fertilizantes, grãos e produtos siderúrgicos sem os investimentos correspondentes na área.

Fonte:Folha On Line



Incentivos para a indústria naval

Entre as medidas anunciadas pelo BNDES contempla também outros setores. A indústria naval, por sua vez, foi presenteada com taxas de 2,5% a 6% ao ano para empréstimos repassados do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Até então, os juros variavam de 4% a 7%.

A redução das taxas para estaleiros foi de cerca de um ponto percentual, com juros agora de 3% a 5% anuais. Para empresas de navegação que planejam construir embarcações, o custo de financiamento é ainda menor, com juros de até mesmo 2,5% em alguns projetos.

Projetos especiais nas áreas de recursos humanos, pesquisa e desenvolvimento e pesca serão financiados com custos ainda menores. Nestes casos, o banco de fomento oferece taxas que variam de 1% a 3%.

Novas e melhores condições de financiamento do BNDES para o setor naval serão decisivas para nortear a licitação de 42 navios petroleiros licitados pela Transpetro, braço da Petrobras para a área de transporte. A concorrência envolve onze consórcios privados que estão no páreo para encomendas da ordem de US$ 2 bilhões. A engenharia financeira para a permitir ao banco financiar a licitação, entretanto, ainda depende de alguns acertos do BNDES.

Fonte: Gazeta Mercantil