Contra a terceirização e as reformas trabalhista e previdenciária

O SINDMAR está convocando os marítimos desembarcados a participarem de ato em apoio à greve geral desta sexta-feira, 28 de abril. Sindicalistas e trabalhadores marítimos se reunirão às 5h no terminal Miramar, em Belém, no Pará e às 11h na Praça XV , em frente ao terminal das barcas, no Centro do Rio de Janeiro, para uma manifestação de repúdio às reformas antitrabalhistas que o atual governo quer impor à sociedade.

Aquaviários de outros estados deverão entrar em contato com os representantes sindicais nas delegacias regionais para obter informações a respeito de como participar da paralisação. Aqueles que estiverem embarcados também poderão aderir à mobilização, seguindo as orientações definidas em assembleia para a greve geral.

Diversas categorias de trabalhadores, em todo o Brasil, declararam que vão paralisar as suas atividades no dia 28. No Rio de Janeiro, além do ato promovido pelos marítimos, haverá, no fim da tarde, na Cinelândia, Centro do Rio, um ato organizado pelas centrais sindicais.

Veja abaixo algumas razões para a participação na greve geral e os procedimentos a serem seguidos:

Dez razões para o trabalhador marítimo parar no dia 28

  1. A mudança da idade de aposentadoria de 55 para 65 anos, na reforma da Previdência;
  2. A exigência de 49 anos de contribuição contínua para a Previdência em vez dos 35 anos atuais;
  3. A terceirização irrestrita, que retira contribuintes da Previdência e precariza os contratos de trabalho;
  4. O horário de almoço de 30 minutos e os turnos diários de até 12 horas, na reforma trabalhista, gerando sobrecarga e agravando a fadiga;
  5. O aumento do contrato temporário de três para até nove meses, com retirada dos direitos na demissão;
  6. O fim da licença gestante para mulheres no contrato temporário;
  7. A anulação dos direitos a férias e ao décimo terceiro salário com a instituição de contratos temporários sequenciais;
  8. A negociação direta entre trabalhadores e empresas valendo mais que a legislação trabalhista, resultará em acordos inferiores aos direitos hoje assegurados na CLT;
  9. O fim da contribuição sindical, enfraquecendo os Sindicatos, resultará em desestruturação do apoio jurídico, fechamento de delegacias, redução da capacidade de negociação, desmonte das possibilidades de denunciar e mobilizar os trabalhadores, jogando-os em uma relação desigual de forças, à mercê do patronato;
  10. Retirada dos direitos dos trabalhadores para concentrar riquezas nas mãos dos empresários de terceirização de mão de obra, dos que vendem previdência privada e dos que querem alargar os lucros à custa do trabalho precarizado ou escravo.

Orientações sobre como proceder na greve geral do dia 28 de abril, entre as 7h e as 16h

  1. Nas embarcações que estiverem nos portos, não realizar manobras ou transportes marítimos no porto, no terminal ou em área de fundeio;
  2. Redução da movimentação de carga que dependa da ação de bordo ou na vazão de bombeio para 50% do normal entre 7h e 16h.
  3. Nas embarcações fora de barra que estiverem em viagem, redução da velocidade de navegação para 50% do normal entre 7h e 16h;
  4. Nas atividades administrativas, no trabalho de escritório, na inspeção nos terminais: paralisação das atividades entre 7h e 16h;
  5. Apitaço geral nos navios e demais embarcações, durante cinco minutos, entre 12h e 12h05.

 

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