A Conttmaf reuniu, nesta quarta (3/12), entidades sindicais representantes de trabalhadores da economia do mar para debaterem meios de combater a atuação oportunista de grupos que buscam criar sindicatos sem base e invadir representações já existentes e atuantes, em flagrante desrespeito à legislação.
Durante o encontro, dirigentes de sindicatos da FNTTAA, da FUP e da FNP juntaram forças e decidiram criar o Fórum dos Trabalhadores da Amazônia Azul, que tem por objetivo a defesa dos interesses das categorias e de seus sindicatos, além de discutir o ordenamento do trabalho na região e de dialogar com as autoridades do setor.
A Amazônia Azul compreende uma área marítima de cerca de 5,7 milhões de km², reconhecida como parte integrante do território brasileiro, na qual trabalham diversas categorias profissionais entre as quais se encontram marítimos, tripulantes não aquaviários, petroleiros, trabalhadores offshore, fluviais e pescadores. Já existem no Brasil mais de 30 sindicatos abrangidos no Fórum dos Trabalhadores da Amazônia Azul que atuam na representação destes profissionais.
O desenvolvimento das atividades econômicas na Amazônia Azul tem despertado o interesse de oportunistas que enxergam, neste cenário, campo fértil para criar entidades sem qualquer vínculo com os trabalhadores que já são representados por sindicatos cujo histórico de lutas em defesa de direitos e de avanços nas condições laborais do setor é indelével.
Neste sentido, Joacir Pedro, diretor da FUP, destacou a importância da união da representação sindical para impedir a criação de sindicatos de cartório, e afirmou que os sindicatos filiados à FUP estão nessa luta com o Sindmar e com a Conttmaf para combater tais iniciativas.
Já o Carlos Müller, presidente do Sindmar e da Conttmaf, ressaltou que os marítimos e os petroleiros brasileiros, assim como os tripulantes não aquaviários, já têm sindicatos fortes e amplamente reconhecidos pelos trabalhadores. Para ele, a criação de mais sindicatos, sem a efetiva base de representação, só enfraqueceria a defesa destas categorias.
Nunca é demais lembrar: juntos somos mais fortes!
