A proposta apresentada pela V.Ships Brasil para o acordo coletivo de trabalho (ACT) 2024/2026 de oficiais e eletricistas lotados no navio Costa do Futuro foi rejeitada nesta quinta-feira (12/2), com 85% dos votos contrários à sua aprovação.
Em setembro de 2024, a embarcação iniciou as operações próprias de cabotagem da Braskem, realizando o transporte de propeno entre o Porto de Aratu (BA) e o Rio de Janeiro. Desde então, o Sindmar busca negociar um acordo coletivo que regulamente as condições de trabalho de seus representados.
O Sindicato destacou que os valores praticados pela empresa estão abaixo dos adotados por outras companhias do setor e defendeu a aplicação de reajuste retroativo à data-base. Diante da defasagem existente, benefícios e remunerações precisariam ser significativamente atualizados a partir de setembro de 2025, de modo a recompor as perdas acumuladas.
Embora a empresa tenha apresentado avanços na proposta referente a 2025, os valores permanecem distantes dos parâmetros defendidos pela entidade no que diz respeito a salários, vale-alimentação e ajuda de custo. Além disso, a companhia mantém propostas de ajuda de custo de viagem ao exterior e de bônus por tempo de serviço inferiores aos valores e às condições já praticados em outros acordos coletivos firmados pela própria V.Ships.
O Sindmar comunicou à empresa a rejeição da proposta e reiterou sua disposição em dar prosseguimento às negociações. No entanto, a falta de disposição da V.Ships para se alinhar à realidade do mercado de trabalho marítimo sinaliza aos trabalhadores a necessidade de mobilização mais efetiva, a fim de que a empresa reconheça a importância de atender às reivindicações da categoria.
