Nesta terça-feira, 21 de julho, o Sindmar deu continuidade à Assembleia Geral Extraordinária iniciada em 2 de março para deliberar sobre o Acordo Coletivo de Trabalho da Oceânica.
Depois de meses de negociação, inúmeras reuniões e três propostas rejeitadas por mais de 85% dos oficiais e eletricistas, a categoria decidiu reagir.
Por ampla maioria, 97% dos presentes aprovaram o início da greve. O Sindicato comunicará formalmente a decisão à empresa na quinta-feira e cumprirá, rigorosamente, todos os procedimentos previstos na legislação.
A Oceânica consolidou-se como uma das maiores empresas do apoio marítimo no Brasil, mas continua praticando condições de trabalho e benefícios muito inferiores aos das demais companhias do setor.
Os trabalhadores decidiram que não aceitarão mais vale-alimentação incompatível com a realidade do mercado, diferenças injustificáveis entre os salários embarcado e desembarcado, ausência de uma política de valorização por tempo de serviço e outras distorções que já não encontram qualquer justificativa.
O Sindmar negocia com a empresa desde o ano passado, sempre com responsabilidade, boa fé e disposição para o diálogo. Infelizmente, a Oceânica insistiu em propostas que ignoram os legítimos anseios da categoria. A decisão pela greve é consequência direta dessa postura.
Também causa profunda preocupação a intenção da empresa de promover cursos de formação de oficiais fora do CIAGA e do CIABA, sem transparência e sem processo seletivo público realizado pela Marinha do Brasil.
O Ensino Profissional Marítimo é um patrimônio estratégico do país e não pode ser transformado em privilégio concedido por armadores.
Os marítimos da Oceânica exigem respeito, valorização e condições compatíveis com a importância do trabalho que realizam diariamente.
O crescimento da empresa deve ser acompanhado pela valorização de quem faz o apoio marítimo brasileiro acontecer.
O Sindmar permanece aberto à negociação. Logo, a empresa ainda tem a oportunidade de construir uma solução justa para os seus trabalhadores.
