A FNTTAA realizou um seminário na última sexta (27/3), no Rio de Janeiro, para promover a capacitação de dirigentes sindicais em comunicação institucional e em legislação aquaviário e portuária.
O objetivo é buscar o aperfeiçoamento na comunicação entre os sindicatos marítimos e os seus representados, além de estimular a divulgação de informação de qualidade.
“Se o sindicato não comunica aos seus representados as melhorias conquistadas, a base acaba achando que elas caíram do céu. Precisamos aproveitar os avanços tecnológicos a nosso favor”, disse a coordenadora do Sindmar Mulheres, Cecília Rodrigues.
Na pauta de discussões entraram, também, temas como o BR do Mar e a navegação de longo curso. Em relação a este último, a assessora da Conttmaf e da FNTTAA, Ana Canellas, destacou as perspectivas de crescimento no comércio internacional em função do Acordo Mercosul-União Europeia, mas fez um alerta:
“Nós precisamos retomar as relações comerciais perdidas no governo anterior, quando o Brasil renunciou, unilateralmente, aos acordos existentes para o transporte marítimo no Mercosul”.
O presidente da Conttmaf e do Sindmar, Carlos Müller, abordou questões relacionadas à navegação na Hidrovia Paraguai-Paraná, na qual o Brasil e a Argentina perderam cerca de 20 mil postos de trabalho em duas décadas por causa do dumping promovido pelo Paraguai.
“As hidrovias do Arco Norte absorveram grande parte destes aquaviários. Ainda assim, o Brasil ficou sem navios próprios. É uma hidrovia que engloba cinco países, mas o Paraguai promoveu uma desoneração pesada do setor, acabando com o imposto no combustível e reduzindo o imposto de renda para as empresas”, afirmou.
Em seu discurso, o presidente da FNTTAA, Ricardo Ponzi, reforçou a necessidade de se defender a navegação brasileira pela importância que ela tem para a soberania do Brasil.
“Os países que controlam frotas mercantes significativas foram os que tiveram protagonismo histórico e econômico. Não há soberania plena quando um país é dependente de navios de outras bandeiras para realizar o seu comércio exterior”, concluiu.
Palestrantes do evento:
– Zilmara Alencar/Advogada (Prerrogativas Sindicais na Era da Transformação Tecnológica: Desafios e Estratégias para a Defesa dos Trabalhadores Aquaviários)
– Viviann Mattos/Procuradora do MPT (O Papel do Ministério Público do Trabalho no Fortalecimento do Diálogo Institucional e na Defesa das Prerrogativas Sindicais: Desafios Contemporâneos e Estratégias de Atuação)
– Anderson Ferreira/Especialista em Comunicação, Cecília Rodrigues/Coordenadora do Sindmar Mulheres (O papel da comunicação na valorização da ação sindical)
– Ana Maria Canellas/Assessora da FNTTAA (Resoluções da ANTAQ e seus reflexos geração de empregos nacionais)
– Luiz Fernando Lima/Coord. Fiscalização ITF Regional (As Convenções Internacionais Marítimas e na Pesca)
– Mauro Cavalcante Filho/Coord. Nac. do Trab. Portuário e Aquaviário (A Fiscalização do Ministério do Trabalho no Trabalho Aquaviário)
– Jones Soares/Dir. Transporte Marítimo Transpetro (O TP 25 nos protege para o futuro)
– Carlos Müller/Presid. Conttmaf e Sindmar (Políticas Públicas para o desenvolvimento da Marinha Mercante, da exploração de óleo e gás e da Pesca no Brasil)
