Na última semana, a Conttmaf e a ITF promoveram uma série de encontros em Belém (PA) com a participação do governo federal, de empresas e da representação sindical com o objetivo de discutir pautas relacionadas às demandas dos trabalhadores.
O primeiro evento, o 4º Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários, realizado entre 18 e 19/5, contou com a participação da ITF, do MPor, do MTE, da Casa Civil, da Marinha do Brasil, da Antaq, da Petrobras, da Transpetro, da Abani e das federações e sindicatos filiados à Conttmaf.
Na pauta de discussões estavam o combate à violência contra aquaviários na região amazônica, a qualificação profissional e a revisão regulatória no setor fluvial.
Ainda no dia 19, tivemos o Seminário de Coordenação da Conttmaf, no qual discutimos, entre outras coisas, a elaboração de propostas de governo para enviar aos candidatos que disputarão as próximas eleições, e a preparação dos sindicatos para conferências futuras.
Na quarta-feira, dia 20, ocorreu o Workshop de Acompanhamento do MoU Tripartite de Transportes Aquaviários – memorando de entendimento entre trabalhadores, governo e armadores sobre a navegação interior.
Na ocasião, foram debatidos temas como a implementação de uma estratégia nacional para o setor visando o trabalho decente para aquaviários e portuários, além do combate a irregularidades no trabalho nos portos, na pesca industrial e na navegação fluvial nos rios da Amazônia.
Nos dias 21 e 22/5, realizamos o Seminário Planejamento Estratégico e Futuro do Trabalho nos Setores da Pesca, Navegação, Aéreo, Portuário, Cadeia de Suprimentos e Fortalecimento Sindical.
Na oportunidade, a FNTTAA reforçou a importância de o Brasil ratificar a Convenção 188 da OIT, a qual busca garantir condições de trabalho seguras na pesca. Já os aeroviários discutiram questões como regulação e fiscalização trabalhista, bem como defenderam a necessidade do mapeamento de lacunas nestas áreas.
Além do apoio às pautas debatidas ao longo da semana pelos participantes dos eventos, a ITF propôs discussões sobre sustentabilidade, responsabilidade corporativa na cadeia de suprimentos global e igualdade e direitos para os trabalhadores em transportes.
