Após receber denúncias graves sobre irregularidades que estariam sendo cometidas por empresas privadas em cursos de formação de marítimos subalternos, o Sindmar enviou à FNTTAA , neste sábado, 27/6, um ofício no qual solicita uma reunião emergencial com a entidade.
O objetivo é analisar e sistematizar as informações disponibilizadas pelos trabalhadores, além de alinhar, entre os sindicatos do setor, uma linha de ação para apresentar as denúncias às autoridades.
Segundo a representação sindical, os relatos que chegaram à diretoria do Sindmar apontam para possíveis práticas de corrupção, de desvio da finalidade pública do Ensino Profissional Marítimo e de cobrança de valores para indicação ou acesso a cursos do EPM, além de interferência indevida de empresas de navegação no processo de formação dos alunos.
“O Sindmar considera especialmente preocupante que iniciativas de formação controladas ou fortemente influenciadas por interesses privados possam criar mecanismos paralelos de acesso à formação marítima, com risco de favorecimento empresarial, exclusão de trabalhadores, cobrança indevida, seleção por indicação e distorção do papel público da Autoridade Marítima”, diz trecho do ofício.
De acordo com fontes na FNTTAA, os sindicatos que fazem parte do plano representativo da Federação e da CONTTMAF devem se reunir nos próximos dias para dar encaminhamento ao assunto, que foi considerado muito grave.
Se você foi vítima de cobrança indevida de valores para a realização de curso de formação de marítimos, envie um relato e documentos que comprovem essa situação para secretaria@sindmar.org.br ou para o seu sindicato.
Lembre-se de informar os seus contatos para podermos dar retorno. Iremos avaliar, junto à Federação, a possibilidade de buscar ressarcimento.
É necessário juntar forças para lutar por um Ensino Profissional Marítimo público, gratuito, transparente e com igualdade de oportunidades.
