Nesta quarta-feira, 11 de março, o Sindmar foi sede do 7º Workshop Ocean Centres – Critérios de Segurança para Blue Finance, que reuniu representantes de governo, empresas, instituições financeiras, trabalhadores marítimos e especialistas para discutir maneiras de promover o desenvolvimento sustentável em atividades ligadas à economia do mar.
Na pauta de discussões entraram temas como indicadores sociais de empresas para a análise de crédito azul, impactos financeiros e classificação de riscos ocupacionais como riscos financeiros.
Na ocasião, o presidente do Sindmar e da Conttmaf, Carlos Augusto Müller, destacou que os trabalhadores marítimos são pioneiros nas discussões da transição energética justa aqui no Brasil e no exterior, contudo, ainda recebem pouca atenção na abordagem ESG – sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança).
“O nosso desafio, como entidade sindical, é tentar sensibilizar o governo e as instituições que oferecem blue finance. Então, a gente tem falado muito sobre isso com o Ministério de Portos e no Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante, que não basta olhar a transição do navio apenas, mas o impacto disso no ser humano, por meio do eixo social”, avaliou.
Para a gerente de Água, Oceano e Resíduos do Pacto Global da ONU, Gabriela Otero, o próximo passo é formar um grupo de trabalho para a resolução de questões que envolvem o processo de transição para uma economia mais sustentável no setor.
“O primeiro recorte que me vem à cabeça é a descarbonização de frota marítima. Talvez, pegar um viés específico e olhar para a segurança. Depois, a gente pode avançar para os planos de adaptação climática dos portos, que a gente percebeu que não estão considerando componentes sociais, a parte do trabalhador, da saúde ocupacional como parte da análise de risco”, declarou.
Participaram do evento representantes do Ministério do Trabalho, do Fundo de Marinha Mercante, do Porto Sudeste, do Porto Açu, da Transpetro, da OceanPact, da Escola de Guerra Naval, do BNDES e do Banco do Brasil, entre outros.
