Lançamos, no Rio de Janeiro, o Prêmio Sindmar de Equidade e Participação Feminina, entregue a empresas marítimas que se destacaram no emprego de mulheres a bordo das embarcações de sua frota.
A cerimônia foi realizada durante o III Encontro Sindmar Mulheres, na última terça (31/3). As empresas Knot, Maersk Supply e Transpetro ficaram nas três primeiras posições no indicador este ano.
Conforme ressaltou a coordenadora da iniciativa Sindmar Mulheres, Cecília Rodrigues, o número de empresas que se classificaram no indicador por terem superado a média de 12,04% passou de 19 para 23 em comparação com a apuração de 2025.
“É uma prova de que o Indicador está motivando as empresas a olharem não apenas para números, mas também para oportunidade de carreira. Então, estamos contentes com isso e esperamos que para o próximo ano os números sejam ainda melhores”, disse.
Na avaliação da diretora para Assuntos de Gênero e Juventude da Conttmaf, Lorena Silva, o cenário, no que diz respeito à participação de mulheres em postos de comando e chefia, ainda precisa melhorar, mas registra uma tendência positiva.
“A gente começou a ver um reposicionamento das empresas e uma vontade, até, de diretores que estiveram aqui recebendo as premiações, falando que querem melhorar de posição, que no ano que vem querem ganhar o prêmio”, salientou Lorena.
Após a apresentação do 4º Indicador Sindmar Mulheres, as nossas representadas assistiram a palestras sobe legislação aquaviária, educação financeira e combate à violência contra a mulher.
A assessora da Conttmaf e da FNTTAA para Assuntos de Legislação, Ana Maria Canellas, esclareceu dúvidas das participantes sobre o Acordo Mercosul-União Europeia.
Assinado em janeiro deste ano, o Acordo é considerado um avanço nas relações comerciais pelo fato de ter sido celebrado após quase três décadas de negociação entre os blocos.
Segundo Ana Canellas, este é um mercado muito importante para o Brasil, pois os países participantes integram mais de 750 milhões de pessoas e contam com um PIB [Produto Interno Bruto] superior a 22 trilhões de dólares.
“O Brasil poderá ser beneficiado em função da sua composição e de seu volume de exportações e importações. Cerca de 97% do que é comercializado em nível internacional se dá pelo transporte marítimo. Contudo, é necessário haver uma política pública adequada, pois, atualmente, não temos navios atuando no longo curso no transporte de conteineres e de graneis”, disse.
Depois da palestra sobre legislação, as marítimas receberam informações sobre as formas de investimento existentes no mercado e como buscar orientações de planejamento financeiro disponibilizadas por instituições reconhecidas no mercado.
“É importante identificar quais são os seus objetivos, quando quer realizá-los e, ao decidir partir para a prática, procurar sites confiáveis como o da Anbima e o do Banco Central do Brasil, para poder buscar mais orientações”, sugeriu a planejadora financeira Marcelle Ramos.
Já a Dra. Júlia Alexim trouxe para o III Encontro Sindmar Mulheres o tema Pacto Nacional Contra o Feminicídio, ocasião em que esclareceu questões relacionadas aos direitos das mulheres e a maneiras de identificar situações de assédio.
“É preciso que essa pessoa entenda que tem alguma coisa errada nessa relação, que ela consiga conversar com alguém, e que ela tenha alguma rede de apoio”, disse a advogada ao lembrar a importância de não se fazer pré-julgamentos a respeito da situação vivida pela mulher que busca ajuda para se livrar de uma relação tóxica.
Além da entrega do Prêmio Sindmar de Equidade e Participação Feminina e da apresentação do 4º Indicador Sindmar Mulheres, a representação sindical promoveu um tour pelas instalações de treinamento do Centro de Simulação Aquaviária da FGMar.
